Legend of zelda - Ocarina of time

Legend of zelda - Ocarina of time

 

Momento Nostalgia: The Legend of Zelda - Ocarina of Time

  Um pouco mais, para matar a saudade da exploração de Hyrule e da trilha sonora do game.
                  
Jogabilidade e Exploração

Comandar Link com a visão em tercera pessoa é interessante. Pular do topo da Death Mountain e ver o herói gritar passa uma sensação de realismo. A visão em primeira pessoa também é de extrema importância para observar o ambiente ao redor e os gráficos dos locais. Observar trepadeiras nas paredes e descobrir que é possível escalá-las é bem legal. Esse é só um exemplo da gama de possibilidades que tivemos o prazer de experimentar em Ocarina of Time.

Outro ponto é o uso do direcional analógico. Basta lembrar-se dos movimentos sutis para pendurar-se em alguma beirada. Imagine mirar com o estilingue na Shooting Gallery usando o direcional em cruz! E dar flechadas nos alvos da Gerudo’s Fortress enquanto cavalga com Epona? Seria pouca precisão em mini-games que exigem muita precisão!

O ambiente de exploração é enorme. Um dos pontos que lembramos claramente é a primeira vez no Hyrule Field: um lugar aberto e gigante. Caminhar pelo campo com Link criança até chegar onde era necessário é sensacional! No centro do campo, o Lon Lon Ranch chama a atenção de qualquer jogador. Um lugar tranqüilo, com uma música bem suave, com galinhas, cavalos e uma égua ainda jovem, Epona. Cavalgar com Epona é uma experiência que transmite muita emoção, ainda mais com arco e flecha em mãos, acertando os Big Poes e capturando sua alma. São detalhes e mais detalhes que vão se juntando e transformando Ocarina of Time em um jogo excelente.

E o “z-targeting”? É só lembrar-se de uma luta contra um Stalfo. Nesse modo de batalha é legal prestar atenção nos movimentos de Link: andar com a mira fixa, podendo realizar saltos para os lados e para trás. Sem contar as dicas de Navi quando fixávamos a mira em algum inimigo. Sem dúvida, uma idéia muito boa para ser aplicada em um jogo como esse. Todas essas características citadas fazem do jogo um exemplo espetacular de jogabilidade para a época em que foi lançado, no ano de 1998.

Durante a exploração, outra possibilidade que o jogo oferecia é a opção de “interromper” os objetivos principais para cumprir outras tarefas. Conseguir os vinte corações na barra de energia exige muita dedicação. Quem aí se lembra do pedaço de coração com Dampé cavando no Graveyard? Haja paciência e dinheiro! Sem contar que mais um pedaço ainda pode ser nosso sete anos mais tarde, no mini-game com o coveiro. Era legal retornar nesse mini-game com o Longshot, já que podíamos usá-lo em uma tocha lá no fim para pegar um atalho e ganhar tempo. Ainda no Graveyard podemos conseguir mais dois pedaços de coração: um usando os Magic Beans – há quem preferia conseguir um ângulo de visão que permitisse enxergar o caixote e então usar o Longshot para chegar até lá, sem precisar do pé-de-feijão – e o segundo em uma das tumbas, tocando a Sun’s Song. Outro pedaço de coração trabalhoso é aquele tocando com os sapos no Zora’s River, que exige metade das canções e ainda uma memória rápida para pressionar os botões certos na hora certa. Difícil, hein?

As aranhas douradas também dão um trabalho gigantesco, não é?! Jogar insetos nos buracos de pé-de-feijão e ver uma aranha dourada sair do buraco foi uma surpresa. As aranhas que exigem pré-requisitos são mais trabalhosas ainda de se conseguir. Muitos dos jogadores devem se lembrar de uma aranha dourada situada acima do labirinto de pedras rolantes do Fire Temple, que só pode ser alcançada com a Scarecrow’s Song e o Hookshot. Esse é apenas um dos vários desafios do game.

Ademais, outro dos objetivos secundários é brincar de personalidade. Era curioso interagir com os povos de Hyrule sendo “outro indivíduo”. Entre as máscaras, a de Goron era divertida porque os gorons pareciam acreditar em Link. E quem aí se lembra de equipar a Bunny Hood e falar com o carteiro? O ideal mesmo era esperar anoitecer – ou tocar a Sun’s Song – para ele descansar e então poder conversar assim que amanhecesse. Porém, o interesse mesmo estava na Mask of Truth, só para poder desvendar o que as Gossip Stones tinham a dizer além de fornecer o simples horário do dia.

E as viagens que fazíamos pelo tempo, com Link criança e Link adulto para completar determinadas tarefas? Basta ver os Magic Beans. Boa parte dos fãs se lembra do pé-de-feijão na entrada da Dodongo’s Cavern, que permitia alcançar um dos Heart Pieces logo ali em cima. De forma alternativa, era possível chegar ao pedaço de coração com um salto mortal para trás, onde havia algumas Bombs Flowers. Já explorar o Spirit Temple como Link criança parecia estranho. E depois, ter que retornar ao labirinto como adulto prova a necessidade de viajar no tempo. Até dá vontade de voltar no tempo, aqui no nosso mundo, e reviver essa grande aventura!

De fato, os labirintos são muito bem elaborados. Subir escadas ou escalar paredes era legal, ainda mais quando aquelas aranhas e medusas voadoras ficavam nos marcando.  Empurrar aquelas pedras sobre botões criava situações que dependiam do nosso raciocínio. Usar o Hookshot para alcançar plataformas foi uma idéia criativa, assim como refletir a luz usando o Mirror Shield. Os puzzles eram bem divertidos. Perceber que o Deku Stick pegava fogo é bem legal, ainda mais quando era necessário acender tochas e queimar teias de aranha. Usar o graveto para espancar os inimigos era mais divertido, já que o item quebrava com a pancada. Já aqueles botões em forma de olho pareciam pedir pra ser acertados. Estilingue? Arco e flecha? Depende. O que importava era ver um baú cair ou uma porta ser destravada. De preferência um baú que não congelasse nosso herói. Já as túnicas nos ajudavam bastante. A Zora Tunic e as Iron Boots formavam uma dupla perfeita na água. São fatos que sempre vão morar em nossa memória.

Também havia aquelas horas do desespero para conseguir a Biggoron Sword . Isso sim que é visitar vários lugares para conseguir um item precioso. Desde o Pocket Egg lá em Kakariko Village até entregar o colírio para o Goron gigante. Que tarefa trabalhosa, hein? Mas cada minuto vale a pena. Com isso, percebemos que a estratégia de retornar aos ambientes já explorados torna o jogo mais longo e mais dinâmico. 

Acho que você também deve se recordar de Kaepora Gaebora, aquela coruja que sempre nos interrompia quando chegávamos a um local novo. Ela sempre ficava de olho em nossa aventura e torcia pelo herói: “Link... Olhe aqui para cima! Você encontrará muitos desafios no seu caminho. Esse é seu destino. Não se sinta desencorajado, mesmo nas horas mais difíceis...”. A coruja aparecia até mesmo lá no Desert Colossus, quando aprendemos Requiem of Spirit. Mas dicas mesmo e curiosidades estavam escondidas com as Gossip Stones. Para saber mais, é só conferir o tópico Curiosidades e segredos, na terceira parte do Especial.

Trilha sonora

Certamente um dos pontos fortes e que marca a memória dos fãs é a trilha sonora de The Legend of Zelda: Ocarina of Time. A música tema de Hyrule Field começa tranqüila e vai simulando a correria aos poucos, enquanto aquele sol maravilhoso vai se deslocando pelo céu, até entardecer. A música dos gerudos é espetacular! O som daquelas cordas de violão soa muito bem para nossos ouvidos, enquanto nos aventuramos pela fortaleza e também por aquele deserto. Já a música da Ice Cavern parece fria, assim como o labirinto. Imagino que os jogadores também se recordam daquela música do Water Temple, que toca várias e várias vezes enquanto ficamos elevando e baixando o nível da água.

Tocar a Song of Time no altar para abrir a Door of Time é fantástico! Uma música apenas com vozes, dando a idéia de “lugar sagrado” é característica do Temple of Time. Isso sem contar que a Song of Time é o início das vozes ouvidas no templo. Perceber essas coisas é bem legal e dá uma idéia dos arranjos que são feitos em uma mesma música! O mesmo ocorre com outras músicas do game.

O item que dá nome ao jogo é especial: a Ocarina of Time é uma flauta mágica. Quantas vezes será que tocamos a Zelda’s Lullaby para que eventos sejam revelados? No Zora’s River, em Goron City, no Graveyard, no Water Temple, na Great Fairy Fountain, além de outros locais. E a Song of Storms? Parecia apenas um passatempo tocá-la, até descobrir que um sapo gostou dela e deu um pedaço de coração; além de baixar o nível da água do poço e revelar esse labirinto que engana facilmente nossa visão. Brincar com a ocarina diante de outros personagens é divertido. É resgatar da memória aquelas imagens dos Skull Kids lá em Lost Woods. Saudade dessa época!

Vale lembrar também das canções que nos enviam a determinados locais. Aprender Nocturne of Shadow com Sheik depois de ver uma casa em chamas é memorável! Tocar essa melodia para poder entrar no Shadow Temple é fundamental no jogo. Mas será que só assim é possível chegar a tal dungeon? É só dar uma olhada no tópico Bugs, que está disponível na terceira parte da matéria.

As outras canções também são maravilhosas. Minuet of Forest é tocante!  Serenade of Water é uma melodia muito bonita. Já Requiem of Spirit é “a melodia que conduzirá uma criança de volta para o deserto”.

Além disso, Ocarina of Time tem mais uma coisa especial: tocar outras músicas que não sejam as canções aprendidas no game. Tocar o tema de Kakariko Village é inacreditável! Reparar que as notas correspondem a cada parte da música é sensacional! Sem contar que essa idéia pode ser estendida a várias músicas. É só ouvir e tentar tocar! Ou então dar uma pesquisada por aí e encontrar as notas musicais.

Outro aspecto da trilha sonora são os efeitos sonoros. Qualquer fã acerta de olhos fechados os momentos corretos de cada som. Abrir um baú e conseguir um item é inesquecível. As flechas mágicas também apresentam seus próprios sons. Puxar o elástico do arco sem flecha também é legal e mostra a preocupação da equipe até nesse detalhe. O som das Gold Skulltulas se movendo é obrigatório para nós! “Tem alguma aranha por aqui...”. E o som que soava quando destruíamos todos os inimigos de uma sala em um labirinto? Também não poderia faltar aquele pequeno som quando matávamos um chefe, passando a idéia de que “acabou”. Fascinante!

As músicas de The Legend of Zelda: Ocarina of Time fizeram tanto sucesso que alguns fãs passaram a tocá-las no mundo real! Seja em flauta, violão, ou outro instrumento musical, tocar essas músicas, nota por nota, é uma experiência muito legal, o que acaba resgatando as várias passagens que ocorrem no game.

Na terceira e última parte do Especial você relembra – ou descobre – algumas curiosidades e segredos do game, assim como possíveis bugs. Até mais!